Você tem uma empresa médica e quer saber o que o Simples Nacional híbrido para médicos muda no seu imposto?

O Grupo Porter é uma Contabilidade especializada em médicos e vamos explicar quanto o Simples híbrido tende a mudar no imposto da sua empresa e na relação com o hospital que contrata o seu serviço.

Como funciona o Simples Nacional híbrido para médicos?

No Simples Nacional híbrido, a empresa médica continua no Simples e paga a maior parte dos impostos na guia única, mas recolhe o IBS e a CBS separadamente, calculados nota a nota. 

Simples híbrido é o nome usado pelo mercado. Na lei da reforma tributária, essa escolha se chama opção pelo regime regular do IBS e da CBS.

O IBS e a CBS são os dois impostos da reforma tributária que substituem o PIS, a Cofins, o ISS e o ICMS. A guia única do Simples Nacional, chamada de DAS, reúne os impostos da empresa em um pagamento mensal.

Guia únicaSimples híbrido
O que é pago na guiaImposto de renda da empresa, CSLL, INSS patronal, ISS durante a transição, IBS e CBSImposto de renda da empresa, CSLL, INSS patronal e ISS durante a transição
Como o IBS e a CBS são calculadosPela tabela do Simples, dentro da guiaSobre o valor de cada nota, fora da guia, pela alíquota cheia com redução de 60% para serviços médicos
Crédito sobre as compras da empresa médicaNãoSim, em geral pequeno para quem dá plantão
Crédito que o hospital no Lucro Presumido ou no Lucro Real recupera da notaSó a parcela de IBS e CBS de dentro da guiaTodo o IBS e a CBS destacados
Imposto da empresa médicaValor da tabela do SimplesTende a aumentar

A CBS passa a ser cobrada em 2027, enquanto o ISS dá lugar ao IBS de forma gradual ao longo da transição. 

Se a sua empresa não fizer a opção, ela continua na guia única, sem precisar de nenhum pedido.

Leia mais: Entenda o que muda com a reforma tributária para médicos

O Simples híbrido compensa para o médico?

Na maior parte dos casos, o Simples híbrido não compensa para o médico, porque a empresa médica tende a pagar mais imposto do que na guia única. 

A vantagem fica com o hospital, a clínica ou o laboratório no Lucro Presumido ou no Lucro Real que contrata o serviço, já que ele recupera como crédito todo o IBS e a CBS da nota.

O ganho do médico, quando existe, é de competitividade, porque a nota da sua empresa fica mais barata para o contratante depois do crédito. 

Em outras palavras, as empresas que contratam serviços médicos devem “exigir” que você faça a adesão pelo Simples Híbrido, para aproveitarem o crédito.

Por que o médico PJ tem pouco crédito para descontar no Simples híbrido?

O médico PJ tem pouco crédito para descontar porque a empresa médica faz poucas compras e a folha de pagamento e o pró-labore não geram crédito de IBS e CBS. 

O crédito vem só das compras com IBS e CBS destacados na nota do fornecedor, como:

  • aluguel do consultório;
  • equipamentos;
  • energia elétrica;
  • material usado no atendimento;
  • dentre outros.

A empresa do médico que dá plantão em hospital tende a ter poucas dessas compras, porque usa a estrutura do contratante. 

Com pouco a descontar, ela paga o IBS e a CBS sobre quase todo o valor da nota.

O hospital paga menos imposto quando contrata o médico PJ no Simples híbrido?

Sim, o hospital ou a clínica no Lucro Presumido ou no Lucro Real tende a pagar menos imposto quando a empresa do médico PJ está no Simples híbrido, porque recupera como crédito todo o IBS e a CBS destacados na nota. 

Quando a empresa médica está na guia única, o contratante recupera só a parcela de IBS e CBS que está dentro da guia.

A clínica contratante que também está na guia única do Simples não recupera crédito nenhum. Para ela, o Simples híbrido da sua empresa não muda o imposto.

O hospital pode pedir que o médico PJ opte pelo Simples híbrido?

Sim, o hospital pode pedir que a empresa do médico PJ opte pelo Simples híbrido, mas a lei não obriga a empresa médica a fazer a opção. 

Pela LC 214/2025, o regime regular do IBS e da CBS é uma escolha do optante pelo Simples, feita pela própria empresa no Portal do Simples Nacional.

O pedido do contratante faz parte da negociação comercial do contrato de plantão ou de procedimento.

O médico PJ que continua na guia única pode perder contrato com o hospital?

Sim, o médico PJ que continua na guia única pode perder contrato com o hospital no Lucro Presumido ou no Lucro Real, porque essa nota dá ao contratante menos crédito de IBS e CBS do que a nota de uma empresa médica no Simples híbrido. 

Ao comparar o custo depois do crédito, o hospital pode preferir outra empresa médica ou propor um valor menor de plantão.

Nessa situação, a sua empresa tende a escolher entre optar pelo Simples híbrido e pagar mais imposto, negociar um valor de plantão que compense o imposto a mais e continuar na guia única com o risco de receber menos ou perder o contrato.

O Simples híbrido aumenta o imposto do médico que atende paciente particular?

Sim, o Simples híbrido tende a aumentar o imposto da empresa médica que atende paciente particular, sem nenhum ganho comercial, porque a pessoa física não recupera o IBS e a CBS da nota. 

O imposto pago por fora da guia precisa ser repassado ao preço da consulta ou reduz a margem da sua empresa.

O Simples híbrido aumenta o imposto do médico que atende por convênio?

Sim, o Simples híbrido tende a aumentar o imposto da empresa médica que recebe a maior parte da receita de operadoras de plano de saúde, porque o valor da consulta e do procedimento segue a tabela da operadora. 

Como a sua empresa não reajusta esse valor sozinha, ela tende a pagar o IBS e a CBS por fora com a própria margem.

As operadoras de plano de saúde têm regime próprio de IBS e CBS na LC 214/2025. 

Em vez de recuperar como crédito o imposto destacado na nota, a operadora desconta da base do próprio imposto o valor que paga à sua empresa, esteja ela na guia única ou no Simples híbrido.

O médico pode usar o Simples híbrido só nas notas emitidas para hospitais?

Não, a opção pelo Simples híbrido vale para todo o faturamento da empresa médica, então a nota do paciente particular e a do convênio também passam a ter o IBS e a CBS por fora da guia.

Como as consultas particulares e de convênio não geram crédito para ninguém, o imposto a mais dessas notas reduz a margem da sua empresa sem trazer ganho comercial.

O Simples híbrido aumenta o trabalho da contabilidade da empresa médica?

Sim, porque a empresa médica passa a calcular e pagar o IBS e a CBS todo mês fora da guia, o que exige guardar e conferir as notas de compra que geram crédito.

Para o consultório pequeno, o controle das compras dá trabalho para gerar pouco crédito a descontar. 

A nota de compra sem o IBS e a CBS destacados corretamente não gera crédito para a empresa.

A empresa médica pode voltar para a guia única depois de optar pelo Simples híbrido?

Sim, mas só na janela seguinte, porque a opção pelo Simples híbrido vale por semestre e não pode ser desfeita no meio dele. 

O pedido feito em setembro vale de janeiro a junho do ano seguinte, enquanto o de março vale de julho a dezembro, pela Lei Complementar 123/2006 com a redação dada pela LC 227/2026.

A opção e a volta são pedidas no Portal do Simples Nacional. Para o primeiro semestre de 2027, a Resolução CGSN 194/2026 estendeu o prazo da opção até 30 de outubro de 2026 e abriu o cancelamento entre 3 de novembro e 20 de dezembro de 2026, segundo a Receita Federal.

Como o Grupo Porter ajuda a empresa médica a escolher entre a guia única e o Simples híbrido

O Grupo Porter é uma Contabilidade especializada em médicos. 

Conhecemos cada particularidade da profissão, do Fator R ao contrato de plantão com hospitais e clínicas. 

Entre em contato com o Grupo Porter e agende um diagnóstico com um especialista em contabilidade para médicos para comparar a guia única e o Simples híbrido com o faturamento da sua empresa:

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Thomas Barcelos

Thomas Barcelos é contador e empresário contábil, fundador e CEO do Grupo Porter, ecossistema especializado em contabilidade consultiva e gestão financeira para profissionais e empresas da saúde. Com mais de 20 anos de experiência, atua ajudando médicos, nutricionistas, dentistas e clínicas a estruturarem suas finanças, reduzirem impostos e crescerem com segurança e clareza. À frente do Grupo Porter, já atende centenas de empresas da saúde em todo o Brasil, levando uma abordagem estratégica que vai além da contabilidade tradicional, com foco em resultado, organização e crescimento sustentável.